Campanha Salarial

CS 2026: Na segunda rodada de negociação, Axia insiste em unificar direitos pelo mínimo

Reunião foi marcada pela recusa da empresa em negociar parte da pauta e pela ausência de proposta de reajuste econômico

Escrito por Débora Piloni, com informações da Secretaria Geral do Sinergia CUT 25 de março de 2026
Compartilhe:
Autor da foto: Bira Dantas

O Sinergia Campinas participou, no dia 20 de março, da segunda rodada de negociação da Campanha Salarial 2026 com a Axia Energia, realizada no Rio de Janeiro. A reunião contou com a presença das entidades que compõem as intersindicais e representantes da empresa, e foi marcada por uma postura dura da Axia frente à pauta de reivindicação da categoria.

Durante a rodada, a empresa apresentou sua posição sobre as 94 cláusulas da pauta e deixou clara a intenção de unificar direitos e benefícios com base no menor patamar praticado, e não na melhor condição. Para o Sinergia Campinas e demais entidades, essa lógica representa um retrocesso e um risco às conquistas históricas da categoria.

Empresa se recusa a negociar parte significativa da pauta

A Axia também informou que não pretende negociar boa parte das cláusulas da pauta de reivindicação, além de afirmar que não prevê reajuste automático de salários nem de benefícios. Segundo a empresa, a justificativa é de que a remuneração média da companhia estaria acima do mercado.

Outro ponto apresentado foi a proposta de unificação da jornada de trabalho em 8 horas diárias e a padronização do pagamento da gratificação de férias em um terço, conforme previsto em lei. As medidas foram defendidas pela empresa sob o argumento de isonomia, mas foram recebidas com preocupação pelas entidades, por reforçarem a lógica de nivelamento por baixo.

PLR

Durante a negociação, a Axia também informou que, a pedido dos Sindicatos, antecipará o pagamento de 80% da PLR 2025 para o dia 31 de março, contemplando trabalhadores ativos e desligados que atuaram na empresa no período. Os indicadores da PLR tiveram desempenho médio de 120%, o que pode ampliar os valores a serem pagos conforme os critérios estabelecidos.

Outros temas também foram abordados, como a intenção da empresa de negociar separadamente o acordo coletivo da Tijoá e a cobrança das entidades pelo preenchimento correto do Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP).

Negociação continua: a próxima rodada de negociação está marcada para o dia 1º de abril. Para o Sinergia Campinas, será fundamental manter a unidade da categoria para enfrentar a postura da empresa e avançar na defesa dos direitos, dos empregos e das condições de trabalho.

Compartilhe: