Dia Internacional da Mulher

Mês de Luta das Mulheres: 8 de Março traz ato em São Paulo e atividades pelo estado

Confira as agendas de lutas de sindicatos filiados à CUT ao redor de São Paulo

Escrito por Laiza Lopes - CUT São Paulo 3 de março de 2026
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Autor da foto: Dino Santos

Em um ano de eleições, importante para a definição dos rumos das políticas públicas de gênero, diversas atividades serão realizadas para marcar o dia 8 de Março – Dia Internacional de Luta das Mulheres.

Movimentos sindicais, sociais e sociedade civil vão às ruas em diversos locais do Brasil. Na capital paulista, o ato unificado será realizado no domingo, 8, a partir das 14h, em frente ao Masp, na Avenida Paulista. A CUT São Paulo se soma à organização do evento e terá concentração em frente ao Banco Central (Avenida Paulista, 1804).

O ato contará com falas de movimentos sociais e sindicais, além de intervenções culturais para conscientizar sobre as pautas fundamentais para as vidas das mulheres.

O mote da CUT São Paulo neste ano será: “Pelo direito à vida. Por mais representação política. Pelo fim da escala 6×1. Em defesa da soberania dos povos. Por mais políticas públicas!”.

“O cenário permanece desigual para as mulheres. 2025 foi marcado por mais uma alta no número de feminicídios no estado de São Paulo. A gestão ineficaz do governador Tarcísio de Freitas mostra sua face mais uma vez, com verbas irrisórias para combater a violência contra as mulheres. Neste ano de eleição, é fundamental olhar para candidatos e candidatas que defendam as pautas das mulheres trabalhadoras”, reflete Marcia Viana, secretária da Mulher Trabalhadora da CUT-SP.

O estado de São Paulo registrou 266 casos de feminicídio em 2025. É o maior número para um ano desde que a série histórica foi iniciada, em 2018. Na capital paulista, também houve recorde, com 60 mulheres assassinadas em razão do gênero.

Enquanto isso, programas de enfrentamento à violência contra a mulher executaram apenas uma fração dos recursos disponíveis em 2025, com quase 70% do orçamento destinado ficando sem utilização até dezembro.

O programa contava com orçamento de R$ 8,7 milhões, mas apenas R$ 2,6 milhões haviam sido empenhados até o final de 2025. Isso significa investimento irrisório — cerca de R$ 0,18 por mulher na faixa de risco — para políticas que deveriam proteger milhões de paulistas.

Outra pauta urgente que cerca a vida das mulheres é o fim da escala 6×1 com redução de jornada sem diminuição salarial. “As mulheres são as mais impactadas pela sobrecarga de trabalho, já que, geralmente, enfrentam dupla jornada. Diminuir isso é trazer mais qualidade de vida, tempo de descanso e lazer”, pontua Marcia.

O presidente da CUT-SP, Raimundo Suzart, endossa a importância da participação masculina no debate e nas ações. “É papel dos homens estar presente nos atos, ouvir e apoiar o enfrentamento à violência de gênero, reconhecendo que o machismo deve ser combatido todos os dias”, pontua Suzart.

Bandeiras de luta que nortearão o debate:

  • Contra o feminicídio
  • Impactos do Fim da escala 6×1 e da redução da jornada na vida das mulheres
  • A importância de mais mulheres na política
  • Democracia e soberania dos povos, como isso afeta as mulheres
  • Retrato da violência no mundo do trabalho: assédio moral e sexual
  • Retrato da desigualdade no mercado de trabalho
  • Política Nacional de Cuidados
  • Saúde da Mulher
  • Protocolo CUT
  • Letramento de gênero

Clique aqui e confira as atividades dos sindicatos CUTistas ao longo do mês de março (em atualização).

 

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