Atos no Domingo

Manifesto – 8 de Março: CUT vai às ruas pelo fim da violência contra a mulher

Dia Internacional da Mulher terá atos em várias cidades com as bandeiras “Pelo direito à vida, por maior representação política, em defesa da soberania dos povos e pelo fim da escala 6x1”

Escrito por Redação CUT | texto: André Accarini 6 de março de 2026
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Autor da foto: CUT

Como em todos os anos, em 2026, as mulheres da CUT, organizadas pelo Coletivo da Mulher Trabalhadora, que reúne sindicalistas das CUTs estaduais e de entidades filiadas, além de movimentos feministas, irão às ruas neste 8 de Março – Dia Internacional da Mulher – para reafirmar a luta por direitos, igualdade e pelo fim da violência de gênero. Veja ao final os locais onde haverá atos no 8 de Março

Este ano, a mobilização ganha ainda mais força diante da realidade alarmante que o país enfrenta. Casos recorrentes de violência contra mulheres e o registro de quatro feminicídios por dia no Brasil evidenciam a gravidade do problema e reforçam o chamado das trabalhadoras: basta de feminicídio.

Os atos deste ano serão realizados com o mote “Pelo direito à vida, por maior representação política, em defesa da soberania dos povos e pelo fim da escala 6×1.” A mobilização também destacará a necessidade de enfrentar as desigualdades que atingem especialmente as mulheres trabalhadoras, em particular negras, periféricas, indígenas e do campo.

Neste contexto, o Coletivo da Mulher Trabalhadora da CUT divulgou um manifesto que orienta a mobilização deste 8 de Março.

MANIFESTO – 8 DE MARÇO DE 2026
Coletivo da Mulher Trabalhadora da CUT

O 8 de março é um dia de memória, luta e reafirmação de compromissos com a vida das mulheres. É uma data que nasce da resistência das trabalhadoras, da coragem de quem enfrentou jornadas exaustivas, salários injustos e a violência cotidiana para conquistar direitos e dignidade.

No Brasil, seguimos vivendo uma realidade alarmante: a cada 24 horas, quatro mulheres são vítimas de feminicídio. Esse dado escancara o quanto a violência de gênero continua sendo uma chaga aberta em nossa sociedade, atingindo especialmente as mulheres trabalhadoras, negras, periféricas, indígenas e do campo.

Também denunciamos o avanço do imperialismo e das políticas que aprofundam a exploração, a desigualdade e a retirada de direitos em todo o mundo. As mulheres trabalhadoras são as primeiras a sentir os impactos das guerras, das sanções econômicas e das medidas de austeridade. Defender a vida das mulheres também é lutar pela soberania dos povos, pelo direito à autodeterminação, por desenvolvimento com justiça social e pela construção de um projeto de país que coloque a vida acima do lucro.

Diante desse cenário, a Central Única dos Trabalhadores reafirma a importância do Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, iniciativa conjunta do Legislativo, Executivo e Judiciário que busca enfrentar, de forma integrada, a escalada da violência contra as mulheres. O pacto representa um passo fundamental para fortalecer políticas públicas, garantir proteção, responsabilizar agressores e afirmar o direito das mulheres à vida.

Mas sabemos: não há enfrentamento à violência sem justiça social. A precarização do trabalho, a sobrecarga gerada pelos cuidados domésticos — atribuídos geralmente às mulheres —, a desigualdade salarial e a falta de representação política aprofundam as condições de vulnerabilidade das mulheres. Por isso, nossa luta é ampla e coletiva.

Neste 8 de março, a CUT convoca as trabalhadoras e trabalhadores a ocuparem as ruas e os espaços de decisão com o mote: “Pelo direito à vida, por maior representação política, em defesa da soberania dos povos e pelo fim da escala 6×1.”

Defendemos políticas públicas que garantam autonomia econômica, combate ao assédio e à discriminação, creches, saúde integral, educação de qualidade e um mundo do trabalho que respeite a vida das mulheres.

Seguiremos organizadas, mobilizadas e solidárias, porque quando uma mulher avança, nenhuma deve ficar para trás. A luta feminista é uma luta por democracia, justiça social e dignidade para toda a classe trabalhadora.

Central Única dos Trabalhadores (CUT)

Clique aqui baixar para a versão em PDF

Veja onde haverá atos no 8 de Março

Obs.: Relação por cidades, em ordem alfabética. Lista em atualização – outros atos ainda estão sendo organizados

Aracaju (SE)

  • Feira do Conjunto Bugio
    8 de março – 8h
  • Belém (PA)
    Escadinha
    8 de março – 9h
  • Belo Horizonte (MG)
    Praça Raul Soares
    8 de março – 9h
  • Boa Vista (RR)
    Portal do Milênio – Centro
    8 de março – 18h
  • Brasília (DF)
    Estacionamento do Espaço Ibero-Americano
    8 de março – concentração às 13h e marcha às 15h
  • Campo Grande (MS)
    Entre as ruas Barão e 14 de Julho
    7 de março – 8h30
  • Caju (RN)
    8 de março – 9h
  • Curitiba (PR)
    Praça Santos Andrade
    8 de março – 9h
  • João Pessoa (PB)
    Praça da Paz
    8 de março – 15h 
  • Londrina (PR)
    Calçadão em frente ao Cine Teatro Ouro Verde
    7 de março – 9h às 13h
  • Maceió (AL)
    Caminhada na Orla – Praia de Sete Coqueiros, Pajuçara
    7 de março – 9h
  • Maringá (PR)
    Praça Rocha Pombo
    8 de março – 9h
  • Mocajuba (PA)
    Concentração em frente ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais
    8 de março – 7h
  • Porto Alegre (RS)
    Concentração no Largo dos Açorianos, com caminhada até a Praça do Aeromóvel
    8 de março – 9h30 às 16h
  • Recife (PE)
    Concentração na Praça do Diário até o Shopping Boa Vista
    9 de março – concentração às 16h e saída às 17h30
  • Rio de Janeiro (RJ)
    Copacabana – marcha do Posto 3 ao Posto 1
    8 de março – concentração às 10h
  • Salvador (BA)
    Barra
    8 de março – 9h
  • São Paulo (SP)
    Concentração em frente ao MASP, na Avenida Paulista

    8 de março – 14h 
  • Teresina (PI)
    Praça Pedro II
    8 de março – 8h30
  • Vitória (ES)
    Praça Getúlio Vargas – Centro
    6 de março – 14h

 

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