“PASSAR A BOIADA”

Nota Pública | Néos Previdência mexe novamente no PSAP Elektro trocando o indexador que corrige os benefícios e faz outras alterações

Sem diálogo sobre as questões previdenciárias dos trabalhadores, com alterações no plano que prejudicam os participantes, medidas judiciais estão em andamento, segundo o Sindicato

Escrito por Direção do Sinergia CUT 13 de agosto de 2026
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Autor da foto: Divulgação

O Conselho Deliberativo da Néos Previdência Complementar, mais uma vez, fez estragos no plano de previdência das trabalhadoras e dos trabalhadores da Neoenergia Elektro, na avaliação do Sinergia CUT. No dia 24 de julho deste ano, divulgou matéria escondida com a seguinte nota: “As alterações buscam adequar o regulamento às Resoluções CNPC nº 50 e 65, que tratam dos institutos do Benefício Proporcional Diferido, da Portabilidade, do Resgate e do Autopatrocínio, cuja adequação é obrigatória, bem como promover a modificação do índice de reajuste dos benefícios do Plano, para que seja adotado o IPCA, em substituição ao IGP-DI.

Na avaliação do Sindicato, nunca se mexeu tanto nos direitos previdenciários das trabalhadoras e dos trabalhadores como agora na Néos Previdência em tão curto tempo. O Sinergia CUT e as entidades do PACTO já alertavam, em reunião de 16/12/2025 com a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), que a extinção do Comitê Gestor e a ausência de representantes dos trabalhadores ativos e assistidos da Neoenergia Elektro nos órgãos de governança da Néos Previdência abririam caminho para uma sequência de alterações no regulamento do plano e nos direitos dos participantes.

Sem a representação efetiva das trabalhadoras e dos trabalhadores, decisões importantes passam a ser tomadas sem o devido contraponto, reduzindo a participação daqueles que serão diretamente afetados pelas mudanças.

A avaliação da Direção do Sinergia CUT é que estão aproveitando a ausência de representação dos trabalhadores ativos e aposentados da Neoenergia Elektro nos poucos e curtos espaços de governança na Néos Previdência para fazerem os ajustes empresariais que visam redução de direitos e custos desse plano de previdência.

Essa atitude faz lembrar o episódio triste na história do nosso país do “passar a boiada”, que ganhou notoriedade nacional após ser dita por um infeliz ministro do Meio Ambiente, durante uma reunião ministerial em abril de 2020, quando, aproveitando um momento de desatenção pública ou de foco da mídia em outro grande evento — no caso, a pandemia de Covid-19 —, propôs passar de uma só vez um pacote grande de alterações em normas, regras e regulamentações, sem atrair resistência ou debate aprofundado.

Mas as trabalhadoras e os trabalhadores têm no Sinergia CUT e no Pacto das Entidades uma trincheira de resistência a tudo isso. Sem diálogo sobre as questões previdenciárias dos trabalhadores, com alterações no plano que prejudicam os participantes, medidas judiciais estão em andamento.

Direção do Sinergia CUT

 

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