MEIO AMBIENTE

PROPOSTAS DA CUT PARA A COP30 E A CÚPULA DOS POVOS

Escrito por : Secretaria de Meio Ambiente da CUT Brasil 10 de novembro de 2025
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Autor da foto: Reprodução

Começou a COP 30 em Belém e, na semana que vem, teremos a Cúpula dos Povos: espaços estratégicos para a atuação da classe trabalhadora na defesa da transição justa, da justiça climática e da defesa do meio ambiente com trabalho decente.

O que é a COP 30?

É a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, um encontro global organizado pela ONU (Organização das Nações Unidas) realizado anualmente com a presença de líderes mundiais, cientistas, organizações e sociedade civil para discutir, negociar e tomar decisões sobre ações para combater as emergências climáticas.

A conferência tem como objetivo revisar e ampliar os compromissos de redução de emissões de gases de efeito estufa, além de promover a cooperação internacional na busca por soluções para o clima. Os principais temas em debate incluem: 1. Redução de emissões de gases de efeito estufa. 2. Adaptação às mudanças climáticas. 3. Financiamento climático para países em desenvolvimento. 4. Tecnologias de energia renovável e soluções de baixo carbono. 5. Preservação de florestas e biodiversidade. 6. Justiça climática e os impactos sociais das mudanças climáticas.

O que é a Cúpula dos Povos Rumo à COP 30?

Espaço promovido de forma autônoma e independente da programação oficial COP 30, organizado pelos movimentos populares, que discutirá medidas para conter a crise climática na perspectiva dos povos tradicionais, movimentos sociais/sindicais e organizações com atuação histórica na convivência com os diversos biomas.

A participação sindical na COP30 e na Cúpula dos Povos é essencial na luta para que a transição para uma economia com baixa emissão de gases do efeito estufa (GEE) ocorra de forma justa e inclusiva. Não queremos que esta transição ocorra jogando a conta para cima dos trabalhadores e populações vulnerabilizadas, que historicamente foram os que menos contribuíram para as emergências climáticas, mas que são os primeiros a sofrerem os efeitos maléficos das crises ambientais, sociais, políticas e econômicas.

Nossa preocupação deve estar em um novo modelo de desenvolvimento de baixo impacto, que preserve a biodiversidade, que mantenha as florestas de pé e que acabe com a poluição agroindustrial, mas também um modelo de desenvolvimento que gere equidade e justiça social, com distribuição de renda e riqueza, emprego decente e salário digno.

Neste sentido, estas são as propostas e reivindicações da Central Única dos Trabalhadores para a COP30:

1. COP 30: COP da implementação da Transição Justa, através do Mecanismo de Belém (BAM), transformando compromissos em ações concretas que coloquem o mundo do trabalho no centro da ação climática;
2. Financiamento climático e combate aos combustíveis fósseis: os governos devem se comprometer com uma rota Baku–Belém que alcance, no mínimo, US$ 1,3 trilhão para financiar a transição justa, adaptação, perdas e danos e mitigação, sem aumentar a dívida do Sul Global;
3. Plano de Ação de Gênero e proteção social, fortalecendo o setor de cuidados como elemento estratégico da transição justa;
4. Amazônia como zona de paz e soberania dos povos, livre de bases militares estrangeiras e de qualquer forma de intervenção;
5. Redução dos combustíveis fósseis e desmatamento zero;
6. Reforma agrária, urbana e fundiária;
7. Demarcação de territórios indígenas e tradicionais;
8. Transição energética justa e popular;
9. Proteção da biodiversidade, águas e florestas;
10. Trabalho digno, soberania alimentar e economia solidária;
11. Direitos à cidade, saneamento, moradia e adaptação climática;
12. Combate ao racismo ambiental, à violência de gênero e à financeirização da natureza;
13. Reconhecimento da natureza como sujeito de direitos;
14. Democratização e reparação no financiamento climático, fora do mercado de carbono.

Meio Ambiente só com Trabalho Decente!

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