Golpes no WhatsApp: veja como se proteger e o que fazer se sua conta for invadida
Perfil falso, clonagem de conta, falso advogado e novas fraudes com fotos temporárias estão entre os golpes mais aplicados no WhatsApp. Saiba como reconhecer as tentativas de fraude, proteger sua conta e agir
Escrito por : Redação CUT 30 de julho de 2026
Você vai ler:
– Os golpes mais comuns aplicados pelo WhatsApp.
– As fraudes mais recentes que usam Pix e identidade falsa.
– Como identificar tentativas de golpe.
– Medidas para proteger sua conta.
– O que fazer se o WhatsApp for invadido.
O WhatsApp se tornou um dos principais meios de comunicação dos brasileiros e brasileiras. Ao mesmo tempo, é um dos canais preferidos de criminosos para aplicar golpes financeiros e roubar dados pessoais. As fraudes exploram a confiança entre familiares, amigos e colegas de trabalho. Muitas vezes, usam fotos de perfis reais, informações obtidas em redes sociais e mensagens que criam sensação de urgência para convencer as vítimas a fazer transferências via Pix ou fornecer informações sensíveis.
Para reduzir os riscos, especialistas recomendam adotar recursos de segurança do aplicativo, desconfiar de mensagens inesperadas e confirmar a identidade de quem solicita dinheiro ou dados pessoais antes de qualquer resposta.
Os golpes mais comuns
Entre as fraudes mais recorrentes está o chamado golpe do novo número. Nele, o criminoso cria uma conta utilizando a foto da vítima e envia mensagens aos contatos informando que trocou de telefone. Em seguida, pede dinheiro alegando uma emergência ou dificuldade para acessar aplicativos bancários. De acordo com o Idec, Instituto de Defesa do Consumidor, essa é uma das modalidades mais frequentes e costuma explorar a confiança entre pessoas conhecidas.
Outro golpe comum é a clonagem ou invasão da conta. Nesse caso, os criminosos tentam obter o código de verificação enviado por SMS ou induzem a vítima a compartilhar esse código. Com acesso ao WhatsApp, passam a enviar mensagens para familiares e amigos pedindo transferências bancárias. De acordo com o Idec, nunca se deve compartilhar o código de seis dígitos enviado pelo aplicativo.
Também cresce o número de ocorrências envolvendo o golpe do falso advogado. Criminosos utilizam nomes de escritórios, dados de processos judiciais e informações públicas para convencer a vítima de que há valores a receber, mas exigem o pagamento antecipado de taxas, impostos ou custas por Pix.
Outra prática recorrente é o envio de links e arquivos maliciosos, capazes de instalar programas que roubam senhas, dados pessoais e informações bancárias.
Os mais novos golpes
As fraudes também acompanham as atualizações do aplicativo e vêm se tornando mais sofisticadas.
Uma das modalidades mais recentes é o golpe da foto de visualização única, também conhecido como “golpe da curiosidade”. O criminoso envia uma foto temporária para um número desconhecido. Após a vítima abrir a imagem, recebe uma ligação ou mensagem de alguém que se apresenta como policial, delegado ou promotor de Justiça. O falso agente afirma que a pessoa acessou conteúdo ilegal e exige pagamentos via Pix para evitar uma suposta investigação ou prisão.
Outra fraude recente é o golpe do compartilhamento de tela. Os criminosos se passam por funcionários de bancos ou da Justiça e convencem a vítima a iniciar uma chamada de vídeo e compartilhar a tela do celular sob o pretexto de validar um pagamento ou atualizar um aplicativo. Com isso, acompanham em tempo real a digitação de senhas e conseguem acessar contas bancárias.
Também começam a surgir golpes que exploram os nomes de usuário (username) do WhatsApp, recurso que está sendo implementado pela plataforma. Criminosos criam perfis muito parecidos com os de bancos, empresas conhecidas ou equipes de suporte para induzir usuários a clicar em links falsos, informar dados pessoais ou fornecer informações bancárias.
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Como se proteger
A Meta, empresa responsável pelo WhatsApp, recomenda alguns cuidados básicos para reduzir o risco de fraudes:
- ativar a confirmação em duas etapas nas configurações do aplicativo;
- nunca compartilhar códigos de verificação recebidos por SMS;
- desconfiar de mensagens que peçam dinheiro, mesmo quando enviadas por pessoas conhecidas;
- confirmar pedidos financeiros por ligação ou chamada de vídeo antes de fazer qualquer transferência;
- evitar abrir links ou arquivos enviados por desconhecidos ou fora de contexto.
A empresa também ampliou recursos de segurança, incluindo avisos em conversas com números desconhecidos e ferramentas que ajudam os usuários a identificar possíveis golpes antes de responder.
De acordo com o Idec, Instituto de Defesa do Consumidor, também é importante restringir a foto do perfil para a opção “Meus contatos”, desconectar sessões ativas do WhatsApp Web quando houver suspeita de invasão e nunca compartilhar o PIN da confirmação em duas etapas.
O que fazer se sua conta for invadida
Caso desconfie que outra pessoa assumiu o controle da conta, o importante é agir rapidamente para reduzir os prejuízos.
- Tente recuperar o acesso à conta. Registre novamente o seu número de telefone no WhatsApp utilizando o código de seis dígitos enviado por SMS. Como o aplicativo permite apenas um aparelho principal conectado por vez, esse procedimento pode desconectar quem estiver usando a conta indevidamente. Se houver uma senha da confirmação em duas etapas que você não reconhece, siga o procedimento de recuperação previsto pelo WhatsApp.
- Avise seus contatos imediatamente. De acordo com o Idec, Instituto de Defesa do Consumidor, familiares, amigos e colegas devem ser avisados por outros meios de comunicação para que desconsiderem mensagens e pedidos de dinheiro enviados em seu nome.
- Encerre as sessões do WhatsApp Web. O Idec também recomenda desconectar todas as sessões ativas do WhatsApp Web ou Desktop para impedir novos acessos indevidos.
- Entre em contato com a operadora. Se o aparelho deixar de receber chamadas e mensagens SMS, pode haver indícios de troca indevida do chip telefônico. Nesse caso, procure imediatamente a operadora para recuperar a linha.
- Comunique o banco, se houver prejuízo financeiro. Caso alguma transferência tenha sido realizada, entre em contato com a instituição financeira o mais rápido possível para informar a fraude e verificar as possibilidades de bloqueio ou recuperação dos valores.
- Registre um boletim de ocorrência. Guarde comprovantes, capturas de tela, conversas e outros registros que possam auxiliar na investigação.
Desconfiança continua sendo a melhor defesa
Segundo a Meta, os golpes costumam explorar situações que despertam medo, urgência ou promessa de ganho financeiro fácil. Por isso, a principal recomendação é interromper a conversa antes de responder, verificar a identidade de quem entrou em contato e nunca realizar pagamentos ou fornecer códigos de acesso sem confirmação.
De acordo com o Idec, Instituto de Defesa do Consumidor, o WhatsApp também possui responsabilidade na proteção dos consumidores. O instituto defende que a plataforma deve oferecer mecanismos de segurança mais robustos por padrão e informar de forma clara os riscos das fraudes, conforme prevê o Código de Defesa do Consumidor.










