Funcionalismo público de São Paulo convoca mobilização para o dia 10 de abril
Privatizações, reforma administrativa e educação precarizada são algumas das denúncias da categoria
Escrito por : Laiza Lopes - CUT São Paulo 6 de abril de 2026
Desde que assumiu o governo de São Paulo, em 2023, Tarcísio de Freitas (Republicanos) tem conduzido uma política marcada por ataques ao serviço público estadual e aos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras que garantem o funcionamento de áreas essenciais para a população.
O cenário de desmonte fica evidente na proposta orçamentária para 2026. Juntas, áreas fundamentais como Educação, Saúde e Transportes perderam cerca de R$ 7 bilhões em recursos. Na contramão das necessidades da população, a Secretaria de Parcerias em Investimentos, responsável por tocar processos de privatização no estado, terá crescimento superior a 80% no orçamento.
Por isso, servidores e servidoras vão às ruas no dia 10 de abril para denunciar os desmontes e reforçar as pautas prioritárias de cada categoria. Na capital, o funcionalismo irá se concentrar ao lado da Secretaria Estadual da Fazenda a partir das 13h.
Precarização em diversas frentes
Para o funcionalismo paulista, as ações e os números revelam a prioridade do governo: reduzir investimentos em políticas públicas enquanto amplia a estrutura voltada à entrega de serviços e patrimônios públicos à iniciativa privada.
Exemplos dessa prática são as privatizações da Sabesp e das linhas de trens da CPTM e do Metrô. Após a privatização da Sabesp, moradores de diversos bairros da região metropolitana de São Paulo denunciam falta d’ água, água turva e com mau cheiro, aumentos abusivos nas contas e ainda as consequências dos despejos irregulares de esgoto nos rios Tietê e Pinheiros.
Já as linhas privatizadas entregam serviço precário: recorde de falhas, atrasos e panes são rotina para os usuários, trabalhadores que pagam caro por um serviço ruim.
Na educação, a situação é apontada como uma das mais graves. Servidores relatam o pior processo de atribuição de aulas dos últimos anos, com demissão de milhares de professores, fechamento de salas no período noturno e exclusão de estudantes. Além disso, o governo tem expandido o modelo de militarização de escolas, já implantado em mais de 100 unidades.
Entre outras denúncias estão a concessão de isenções fiscais a empresas investigadas por suspeitas de corrupção, além da implantação do sistema de pedágios “free flow”, que prevê a criação de 58 novos pedágios sem transparência sobre a arrecadação e os benefícios à sociedade, medida que já resultou na demissão de centenas de trabalhadores do setor.
O funcionalismo também se posiciona contra a Reforma Administrativa estadual que o governo tenta implementar, considerada pelas entidades como mais um ataque aos direitos dos servidores e à estrutura do serviço público.
📍Mobilização do Funcionalismo de São Paulo
10 de abril de 2026
Concentração às 13h
Local: ao lado da Secretaria Estadual da Fazenda – Av. Rangel Pestana, altura do nº 230, Sé










