NOTA DE APOIO

CUT-SP repudia atos violentos contra trabalhadores em greve na Replan

Escrito por : Direção CUT São Paulo 26 de junho de 2026
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Autor da foto: Reprodução

A CUT São Paulo se soma às entidades sindicais e reafirma intransigente apoio aos trabalhadores e trabalhadoras da Refinaria de Paulínia (Replan), que estão há 11 dias em greve e têm enfrentado graves episódios de violência.

Trabalhadores dos setores de montagem e manutenção estão sendo agredidos durante a mobilização, o que representa uma prática antissindical e inaceitável em um regime democrático. No mais recente caso de violência, ocorrido na madrugada desta sexta-feira, 26, um trabalhador foi agredido por cerca de 15 homens encapuzados após parar seu carro para verificar uma movimentação nas proximidades da refinaria.

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Campinas e Região (Sinticom-Campinas) denuncia que há uma espécie de “milícia contratada pelas empresas terceirizadas” para agredir quem participa da paralisação. Há relatos de trabalhadores sendo desembarcados na rodovia por ônibus da empresa, sob risco de acidentes.

As ações violentas ocorrem enquanto trabalhadores, que atuam na refinaria por meio de empresas terceirizadas, reivindicam reajuste salarial de 9%, melhorias nos benefícios, aumento do vale-alimentação, entre outras pautas.

É fundamental a apuração séria dos fatos e a responsabilização dos envolvidos. Nenhuma tentativa de intimidação e desmobilização usando a força física pode impedir o direito à greve, que tem como principal objetivo o avanço na conquista de direitos.

A CUT-SP reitera os pedidos do Sinticom-Campinas para que a Petrobras promova ações concretas para garantir a proteção dos trabalhadores e trabalhadoras. As agressões e práticas antissindicais partem de uma empresa terceirizada, mas a estatal tem plena capacidade de atuar na resolução dos conflitos.

 

Direção da CUT São Paulo

26 de junho de 2026

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