CUT-MG lança campanha solidária para vítimas das enchentes em Juiz de Fora
A ajuda pode ser feita com qualquer valor via Pix ou por meio da entrega de doações na sede da CUT Minas, em Belo Horizonte
Escrito por Redação CUT | Editado por: Walber Pinto 3 de março de 2026
A CUT Minas Gerais, em parceria com o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Juiz de Fora (Sinserpu-JF), lançou uma campanha solidária para arrecadar doações e auxiliar as famílias atingidas pelas enchentes provocadas pelas fortes chuvas que atingem Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira.
As contribuições em dinheiro podem ser feitas via Pix, pelo e-mail: financeiro@cutmg.org.br. Também estão sendo arrecadados materiais de limpeza, itens de higiene pessoal, roupas e água.
Todo o material arrecadado será recolhido pela CUT Minas e encaminhado ao Sinserpu-JF, responsável pela distribuição às pessoas afetadas em Juiz de Fora e região.
Fortes chuvas
O volume de chuva que atinge o estado desde a semana passada já causou transtornos e prejuízos em diversas regiões. Até o momento, foram registradas mais de 60 mortes, além de pessoas desaparecidas.
Em meio ao cenário de destruição, dados oficiais apontam queda de 96% nos investimentos do governo de Romeu Zema (Novo), entre 2023 e 2025, destinados ao combate e à prevenção de danos causados pelas mudanças climáticas. As informações foram publicadas pelo jornal O Globo, com base em dados do Portal da Transparência de Minas Gerais.
A comparação entre 2023 e 2025 indica redução de 96% nos recursos destinados à área. Em 2024, segundo o levantamento, R$ 5,8 milhões foram efetivamente gastos na rubrica analisada, sendo R$ 5,6 milhões (97%) aplicados exclusivamente em ações para atenuar danos em estradas.
CUT-MG denuncia abandono da área pública
O presidente da CUT-MG, Jairo Nogueira Filho, atribui a tragédia à política de redução de investimentos do governo estadual. “Desde o primeiro mandato de Romeu Zema (Novo), a central denuncia cortes em áreas essenciais como educação, saúde e infraestrutura”, afirmou.
De acordo com o dirigente, apenas 5% da verba necessária para infraestrutura foi destinada pelo governo, o que teria contribuído para o surgimento e agravamento de áreas de risco. Para a CUT-MG, há abandono do setor público e priorização de interesses privados.
com informações da CUT-MG*










