Luta da CUT

Congresso tem até junho para votar proposta de Lula sobre o fim da escala 6×1

Votação tem de ser feita em 45 dias, a partir da data que PL chegou ao Congresso. Outras duas propostas também estão sendo analisadas pela Câmara Federa. Redução de jornada é luta da CUT e das demais centrais

Escrito por Redação CUT | Editado por: Rosely Rocha 17 de abril de 2026
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Autor da foto: Agência Brasil /Arquivo

A luta da CUT e das demais centrais alcançou um dos seus objetivos na última terça-feira (13), quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou mensagem presidencial formalizando o envio ao Congresso Nacional, com urgência constitucional, de projeto de lei que coloca fim à escala 6×1, garante  dois dias de descanso e limita jornada de trabalho de 44 para 40 horas, sem redução salarial.

Um Projeto de Lei em caráter de urgência constitucional precisa de 257 votos na Câmara e no Senado a maioria simples, desde que no dia da votação estejam presentes no plenário, no mínimo, 42 dos 81 senadores. Todo esse processo precisa ser feito em 45 diasa partir da data que chega ao Congresso Nacional, completados no próximo mês de junho.

A proposta do governo federal

  • Jornada semanal: limite passa de 44 para 40 horas
  • Descanso ampliado: ao menos dois dias de repouso semanal remunerado
  • Novo padrão: consolidação do modelo 5×2 e redução das horas trabalhadas
  • Salário protegido: vedada qualquer redução salarial
  • Abrangência ampla: inclui domésticos, comerciário, atletas, aeronautas, radialistas e outras categorias abrangidas pela CLT e leis especiais.
  • Aplicação geral: limite de 40 horas passa a valer também para escalas especiais e regimes diferenciados
  • Flexibilidade: mantém escalas como 12hx36 por acordo coletivo, respeitada a média de 40 horas por semana

Resistência ao projeto

O presidente da Câmara Hugo Motta (Republicanos-PB), sinalizou que deve deixar de lado o projeto de lei de autoria do governo sobre o fim da jornada de trabalho 6×1 e priorizar a tramitação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o tema, segundo o Portal UOL.

Uma PEC tem um trâmite mais lento, com debates na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, além precisar de mais votos no plenário do Congresso: 308 na Câmara e 49 no Senado para ser aprovada. O debate sobre a PEC está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, que determina se a proposta é constitucional e pode ser levada à votação.

Na Câmara há duas Propostas de Emenda à Constituição (PEC) em análise de autoria dos deputados Reginaldo Lopes (PT-MG), da deputada Erika Hilton (PSOL-SP). O texto principal em discussão é a PEC 221/2019, de autoria do deputado Reginaldo Lopes que reduz a jornada de trabalho de 44 para 36 horas semanaisde forma gradual, ao longo de 10 anos. Já a proposta da deputada Érica Hilton prevê a redução da jornada para quatro dias por semana – a escala 4×3.

Como as propostas são sobre o mesmo tema, as duas foram apensadas. Ou seja, um conjunto de modelos de redução da jornada podem acabar sendo combinados em um texto final.

Na última quarta-feira (15), o relator da PEC na CCJ Paulo Azi (União-BA), leu seu parecer favorável, mas em seguida, o deputado Lucas Hedecker (PSD-RS) pediu o adiamento da votação, que deverá ocorrer na última semana de abril.

 

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