Alinhamento de Flávio Bolsonaro aos EUA põe em risco o uso do PIX no Brasil
Declarações de Flavio Bolsonaro sobre aumentar parceria com os EUA podem fazer com que Trump decida a política econômica do Brasil, caso o senador do PL seja eleito presidente da República
Escrito por Redação CUT | Editado por: Rosely Rocha 25 de setembro de 2026
Criado pelos servidores do Banco Central (BC) durante o governo de Michel Temer (MDB), e colocado em prática no governo de Jair Bolsonaro (PL), sem que ele soubesse do que se tratava, como disse a apoiadores quando foi perguntado sobre o novo sistema de pagamento eletrônico do Brasil, o Pix vem sendo alvo de ataques do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Confira abaixo o vídeo em que Jair Bolsonaro admite não saber o que é o Pix ao confundir o sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central com algum assunto voltado à aviação civil.
Utilizado por 70 milhões de brasileiros e brasileiras, o sistema gratuito como conhecemos hoje pode se tornar pago ou simplesmente ser cancelado, caso o candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), vença as eleições presidenciais e coloque em prática o modelo econômico no qual privilegia o comércio com os Estados Unidos em detrimento de outros parceiros internacionais.
Em carta enviada a Marco Rubio, Secretário de Estado e Conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, em 2 de junho deste ano em que pede o fim do tarifaço contra o Brasil (que seu irmão, Eduardo, articulou junto ao governo dos EUA), o senador Flávio Bolsonaro ofereceu: maior alinhamento com os EUA; possibilidade de saída do Brics; flexibilização do Mercosul para permitir acordos bilaterais com os EUA; parceria estratégica com os EUA em minerais críticos; uma zona de livre comércio das Américas e redução da dependência da China. Um detalhe importante é o fato de que a carta foi enviada apenas alguns dias depois do encontro dele com Donald Trump em Washington, ocorrido em 27 de maio de 2026.
Outro ponto extremamente importante na oferta de Flávio aos EUA é a de colocar sua equipe de transição à disposição do governo estadunidense caso fosse eleito presidente, com o objetivo de acelerar um amplo acordo de comércio e investimentos entre os dois países. Em resposta, Rubio agradeceu a ‘generosa oferta’ e afirmou que os EUA estavam preparados para trabalhar com os líderes escolhidos pelos brasileiros.” Em resposta no dia 23 de junho, Rubio também confirma que os EUA continuavam apontando divergências sobre comércio digital, pagamentos eletrônicos (Pix), etanol, tarifas, propriedade intelectual, anticorrupção e desmatamento.
Embora desminta que vá acabar com o Pix, após as repercussões negativas sobre o tema, o alinhamento de Flávio com Donald Trump pode fazer com que o senador se submeta aos caprichos de Trump e os usuários brasileiros passem a pagar taxas para “aliviar” as perdas bilionários de empresas de cartões de crédito dos EUA com o uso do sistema de pagamentos do Brasil.
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Eduardo Bolsonaro diz que é possível negociar o Pix com os EUA
No início de maio deste ano, Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, que vive nos Estados Unidos e claramente tem feito conversas com o governo norte-americano para aplicar o tarifaço, e defende uma interferência militar daquele país estrangeiro no Brasil disse em entrevista à rádio TMC. que: “O Pix dos Estados Unidos é o Zelle. Então, dá para você ir para a mesa de negociação dos americanos com bons argumentos. Dá para sentar, dá para negociar. Eles têm interesses que se complementam, como terras raras”. O Zelle, ao contrário do Pix, é um sistema pago.
Após as repercussões negativas sobre a declaração, Eduardo Bolsonaro, desmentiu a informação, embora tenha gravado em vídeo a declaração. Confira:
A verdade: Jair Bolsonaro não criou o PIX










