Sinergia CUT participa de audiência sobre previdência complementar na Alesp
Reunião pública “Ataques ao Sistema Previdenciário Complementar dos Trabalhadores e das Trabalhadoras: Caso Setor Elétrico Paulista” está marcada para começar às 18h30 desta segunda (6)
Escrito por 6 de junho de 2022
Representantes dos sindicatos que compõem o Projeto Sinergia CUT participam nesta segunda-feira (6) da audiência pública “Ataques ao Sistema Previdenciário Complementar dos Trabalhadores e das Trabalhadoras: Caso Setor Elétrico Paulista”, no Auditório Teotônio Vilela, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), às 18h30. A página do Sinergia CUT no Facebook fará a transmissão ao vivo desta reunião pública.
A audiência é uma solicitação da deputada estadual Márcia Lia, líder da bancada do PT na Casa. O debate sobre as perdas previdenciárias dos eletricitários é promovido pela Frente Parlamentar em Defesa do Setor de Energia, Barragens, Saneamento Básico e Recursos Hídricos. O deputado federal Alencar Santana (PT) confirmou presença.
O objetivo da audiência é discutir os ataques aos planos de previdência complementar, como a desconstrução do conceito vitalício, com a tentativa de transferir os riscos inerentes aos planos de benefícios do patrocinador para os participantes. Antes de participar do debate, os dirigentes sindicais realizam um ato em frente à Alesp, com distribuição de carta aberta à população que trata sobre esses ataques aos fundos de pensão fechados.
O Sinergia CUT realiza e se insere em ações, como sua participação nesta audiência, para buscar garantir direitos históricos e conquistados com muita luta há mais de 25 anos por trabalhadores da ativa, assistidos e pensionistas participantes dos planos de benefícios de Previdência Complementar Fechada, atualmente administrados pela Vivest, antiga Fundação Cesp.
A entidade sindical entende que há a real intenção da Vivest e das patrocinadoras em acabar definitivamente com os planos vitalícios com a retirada de patrocínio. Porém, antes disso, de acordo com o Sindicato, adotam a migração para planos CDs, sem renda vitalícia e com risco 100% para os trabalhadores, visando a redução de custos. As alterações que “pipocam” em várias empresas e parecem estar dissociadas, na avaliação da entidade sindical, estão ligadas. “Por isso, não há saída individual e a luta precisa ser coletiva.”
A Vivest, fundada em 1969, é a maior entidade fechada de previdência complementar de capital privado do país e a maior instituição de autogestão de saúde do Estado de São Paulo, com 107 mil participantes nos planos previdenciários, 145 mil beneficiários de saúde, 10 empresas patrocinadoras e R$ 32 bilhões em patrimônio. As informações são da página da Vivest na internet. Além da página do Sinergia CUT no Facebook, os interessados podem acompanhar a audiência também pelo YouTube da TV Alesp ou pela página do Facebook da deputada Márcia Lia.
Por Nice Bulhões, com informações do GT de Fundações










