Sindicatos mantêm luta para renovação do Acordo Coletivo na CPFL Renováveis
Sindicatos reivindicam dois anos de renovação do Acordo Coletivo dos trabalhadores da CPFL Renováveis e reposição da inflação. Empresa oferece um ano de renovação e índice de reajuste abaixo IPCA
Escrito por 24 de agosto de 2020
Em função da pandemia do novo coronavírus (Covid 19), os trabalhadores reivindicam mais dois anos de manutenção das cláusulas do acordo anterior e mais 2,31% de reposição salarial. A empresa ofereceu um ano de renovação do ACT e reposição de 1,83%. A data base da categoria é dia 1º de Agosto.
A Secretária-Geral do Sinergia Campinas ,Cibele Granito Santana, diz que a pauta de reivindicações dos trabalhadores é enxuta com pequenas diferenças da anterior, mas que são necessárias correções para que o trabalhador não acabe pagando a conta da pandemia.
A gente não sabe de onde a empresa retirou este número ‘cabalístico’ de 1,83% de reposição. Por isso esperamos que a nova rodada de negociações virtual marcada para amanhã haja um avanço
– Cibele Granito Santana
Foram feitas duas rodadas de negociações, nos dias 8 e 12 de agosto. Não houve acordo. Por isso, para os sindicalistas, a próxima negociação será importantíssima para a defesa dos interesses da classe trabalhadora.
O diretor do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Energia Elétrica do Rio Grande do Norte (SINTERN), Ari Santos, afirma ser necessário que a CPFL sinalize ao menos com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para dar continuidade às negociações. De acordo com ele, a discussão do plano de saúde deve ser feita em outro momento. Ele entende que essa pauta não deve ser trazida durante a pandemia.
“Concordo com a posição dos demais sindicatos sobre a extensão do Acordo Coletivo para dois anos e que a Empresa precisa rever a proposta sobre o banco de horas que não estava na pauta”, disse Ari Santos. Segundo ele, “existem dificuldades na implementação do sobreaviso e no pagamento da alimentação em serviço extraordinário bem como que haja a rediscussão da PLR analisando as métricas dos anos anteriores”.
Representam os trabalhadores na negociação o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Energia Elétrica de São Paulo (STIEESP); de Campinas (STIEEC); do Rio Grande do Norte (SINTERN); do Ceará (SINDELETRO), do Rio Grande do Sul (SENERGISUL).
A Secretária-Geral do Sinergia Campinas diz que a luta dos sindicatos procura preservar direitos de todos os trabalhadores da CPFL Renováveis.
“No Nordeste fica o pessoal operacional e no Sudeste a área administrativa. Por isso há especificidades sobre bancos de horas, sobreaviso e outras pequenas diferenças das reivindicações, mas todas são importantes para os trabalhadores e, por isso que os sindicatos se unem nas negociações”, diz a dirigente.
Considera-se em sobreaviso o trabalhador que, à distância e submetido a controle patronal por instrumentos telemáticos ou informatizados, permanecer em regime de plantão ou equivalente, aguardando a qualquer momento o chamado para o serviço durante o período de descanso.
A holding CPFL
Desde que foi privatizada em 1983, a Companhia Paulista de Energia (CPFL) se desmembrou e adquiriu outras empresas.
Hoje existem a CPFL Renováveis, a Paulista, Piratininga, Brasil, Geração, Centrais Geradoras, Santa Cruz (união das empresas Leste, Sul, Paulista Mococa e Jaguariúna), RGE , RGE Sul, além de outros setores terceirizados como call center e soluções tecnológicas, que têm representações sindicais diferentes.
Escrito por: Redação CUT, com informações do SinterRN










