CS 2026: na terceira rodada, CPFL Renováveis continua querendo mexer no plano de saúde
Sindicatos cobram avanços e nova rodada está marcada para o dia 27, às 14h
Escrito por : Lílian Parise, com informações da Secretaria Geral do Sinergia CUT 9 de outubro de 2026
A terceira rodada de negociação da Campanha Salarial (CS) entre o Sinergia CUT e a CPFL Renováveis aconteceu na manhã da última terça-feira (6), por videoconferência. No início da reunião, a empresa resgatou os temas apresentados anteriormente em questionamentos do Sindicato e de outras entidades sindicais.
Respostas da CPFL
- Números referentes ao custo do Plano de Saúde da empresa, em comparação com as demais empresas do grupo: informou que, conforme o período apurado, o custo per capita se apresenta entre 10% e 15% acima do praticado na CPFL Paulista, inclusive no que se refere ao custo.
- Alteração da administradora do Plano de Saúde ou mudança de escopo/categoria para evitar a inclusão de copay/mensalidade para o trabalhador: informou que pretende manter as condições atuais quanto à cobertura e ao escopo do plano, propondo contribuição fixa apenas para dependentes e aplicação de coparticipação quando houver utilização pelo trabalhador e/ou por seus dependentes. Acrescentou que a permanência na operadora atual assegura a manutenção das condições de rede e de operacionalização do benefício.
- Compensação financeira para continuidade das discussões: informou que está estudando e avaliando alternativas que possibilitem a evolução das negociações.
Reiterou também a necessidade de evolução das discussões relativas ao Plano Médico, mediante a inclusão de coparticipação (copay) e contribuição fixa, conforme apresentado na reunião anterior. Disse ainda que, em caso de não utilização do plano, não haverá cobrança de coparticipação, permanecendo apenas a contribuição fixa referente a dependentes.
“Proposta é em bloco”
Apesar de afirmar que está avaliando internamente alternativas que permitam avanços nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e da PLR, disse que a proposta é única e em bloco, condicionada, em especial, à aprovação da proposta de adequação do Plano Médico.
Em seguida, reforçou a proposta já apresentada:
- Seguro Saúde/Assistência Médica: proposta de novo modelo de Plano de Saúde para todos e todas, com vigência a partir de janeiro de 2027, contemplando:
- 30% de coparticipação (copay): pronto-socorro, consultas, terapias e exames simples. Não aplicável a cirurgias, internações e exames complexos.
- 20% de contribuição fixa por dependente.
- Manutenção dos diferenciais do Plano Essência 500: acomodação em apartamento para 100% das vidas e reembolso de até duas vezes a tabela de valores da Vivest.
Sem proposta financeira até agora
O Sinergia CUT e as demais entidades sindicais são CONTRA qualquer tentativa da empresa de mudanças no Plano de Saúde da CPFL Renováveis e registraram conjuntamente sua posição e a necessidade de que a empresa avalie a evolução para uma proposta integral que contemple valores econômicos relativos a salários e benefícios.
No caso do Plano de Saúde, foram feitos os seguintes apontamentos:
- A empresa precisa passar a quantidade de trabalhadores que serão impactados pela proposta, bem como eventuais abatimentos relacionados ao Imposto de Renda (IR).
- Apresentação do rol de exames que estarão contemplados, pois, até agora, a empresa não esclareceu esse ponto.
- A proposta da empresa não tem teto limitador para os descontos decorrentes da proposta de coparticipação.
- No caso de trabalhadores com muitos dependentes, a situação fica insustentável.
- Avaliação da possibilidade de apresentação, na próxima reunião, de duas propostas: uma sem alteração do Plano Médico e outra contemplando a adequação do modelo atual.
- Avaliação da aplicação de contribuição de valor simbólico ao titular (R$ 1,00 por mês) para assegurar a possibilidade de extensão do plano no período pós-emprego e aposentadoria.
Os sindicatos questionaram as diferenças entre a proposta para o Plano de Saúde da CPFL Renováveis e a prática atual no plano da CPFL Paulista.
Os representantes da empresa esclareceram que o plano da Paulista prevê a incidência de coparticipação em todos os procedimentos, enquanto a proposta apresentada para a Renováveis prevê coparticipação apenas para consultas eletivas, exames simples, pronto-socorro e terapias.
Sem avanços concretos, nova rodada de negociação está marcada para o próximo dia 27, às 14h.
Pela vida e por mais renda. A luta é agora!










