Democracia

Eleições 2026: mulheres têm direito à participação política livre de violência e discriminação

Com o início da propaganda eleitoral neste domingo (16), conheça os canais de orientação e denúncia para casos de violência política contra as mulheres

Escrito por Ministério das Mulheres 17 de agosto de 2026
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Autor da foto: Identidade visual das Eleições 2026. Arte: Secom/TSE

A propaganda eleitoral para as Eleições 2026 começa neste domingo (16), inclusive na internet. Com o início de uma nova etapa do processo eleitoral, é importante reforçar que a democracia pressupõe a participação das mulheres em condições de liberdade e segurança, sem violência, intimidação ou discriminação.

A violência política contra as mulheres pode ocorrer durante campanhas eleitorais, no exercício de mandatos, na ocupação de cargos públicos ou em outras formas de participação política e social. A proteção não se restringe, portanto, às candidatas e mulheres eleitas. Também alcança mulheres que atuam em movimentos sociais, organizações da sociedade civil, territórios e comunidades.

A Lei nº 14.192/2021 estabelece normas para prevenir, reprimir e combater a violência política contra a mulher e assegura os direitos de participação política das mulheres.

Onde buscar orientação e denunciar

Mulheres em situação de violência política podem procurar diferentes canais institucionais para receber orientação e registrar denúncias:

Qualquer pessoa que tenha conhecimento da ocorrência de crime de violência política contra uma mulher pode comunicar o fato ao Ministério Público Eleitoral, à Justiça Eleitoral, à autoridade policial ou aos demais canais disponíveis.

Ligue 180

No âmbito do Ministério das Mulheres, o Ligue 180 recebe, registra, orienta e encaminha denúncias relacionadas à violência política contra as mulheres. A Central também presta informações sobre direitos, serviços da rede de proteção e medidas que podem ser adotadas em cada situação. O atendimento é realizado de forma humanizada, sigilosa e ininterrupta, 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana e feriados.

Protocolo de enfrentamento

Instituído em março de 2026, o Protocolo de Enfrentamento à Violência Política contra as Mulheres estabelece diretrizes para o atendimento, encaminhamento e acompanhamento dos casos e prevê atuação articulada entre instituições do sistema de Justiça e da rede de proteção.

Firmaram o Protocolo o Ministério das Mulheres, o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e a Defensoria Pública da União (DPU).

O documento orienta que o atendimento às mulheres observe princípios como centralidade da vítima, escuta qualificada, proteção integral e não revitimização, além de prever medidas para proteção das vítimas e interrupção das situações de violência.

 

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