Ato em SP celebra o Dia da Luta Operária e a história da classe trabalhadora
Evento será realizado em 9 de julho e prestará homenagem a militantes históricos, entre eles a cartunista Laerte e o ex-deputado federal Aurélio Peres, com o Troféu José Martinez
Escrito por : CUT São Paulo 6 de julho de 2026
A memória das grandes lutas da classe trabalhadora voltará a ocupar o centro da cena no próximo dia 9 de julho, quando será realizado, em São Paulo, mais uma edição do Dia da Luta Operária. O ato reafirma o compromisso do movimento sindical com a valorização da história das mobilizações populares, da democracia e da organização dos trabalhadores e das trabalhadoras, além de reconhecer lideranças que dedicaram suas vidas à defesa dos direitos sociais.
Realizada às 9h, na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados (SindPD), na região central da capital paulista, a atividade reunirá representantes das centrais sindicais, entidades parceiras e movimentos sociais. Durante a cerimônia, serão entregues os tradicionais Troféus José Martinez, homenagem concedida a personalidades que deixaram marcas na luta sindical e popular.
A celebração é organizada de forma unitária pelas centrais CUT, CTB, Força Sindical, UGT, CSB, NCST, Pública, CSP-Conlutas, Intersindical Central da Classe Trabalhadora e Intersindical Instrumento de Luta, com apoio do Centro de Memória Sindical, IIEP, Instituto Astrojildo Pereira, Oboré e do mandato do deputado estadual Antonio Donato (PT-SP).
Entre os homenageados deste ano estão a cartunista Laerte Coutinho, cuja produção gráfica foi decisiva para a comunicação sindical entre as décadas de 1970 e 1980, e o ex-deputado federal Aurélio Peres, metalúrgico, militante da Pastoral Operária e protagonista das lutas contra a ditadura militar e em defesa da democracia.
Também serão homenageados Paulo Cannabrava e José Maria de Almeida, além das homenagens póstumas a Rubens Romano, Nair Goulart, Célia Rossi, Waldemar Rossi, Paulo Frateschi e Idibal Pivetta, todos reconhecidos por suas contribuições à organização da classe trabalhadora e às causas democráticas.
“O Dia da Luta Operária é um momento para reafirmar que os direitos conquistados pela classe trabalhadora nasceram da organização, da mobilização e da coragem de quem enfrentou a exploração e o autoritarismo. Ao homenagearmos essas referências, também renovamos o compromisso de seguir lutando por trabalho decente, democracia e justiça social para todas e todos”, diz o secretário-geral da CUT-SP, Daniel Calazans.
A edição deste ano também resgata importantes marcos da história do movimento operário. Além de lembrar os 140 anos da Greve de Chicago, de 1886, referência internacional para a criação do 1º de Maio, o ato reforça o significado do 9 de julho para os trabalhadores brasileiros. A data foi instituída como Dia da Luta Operária em 2017, por lei municipal, em memória da Greve Geral de 1917, que paralisou São Paulo e entrou para a história como um dos maiores levantes da classe trabalhadora no país.
O troféu entregue aos homenageados leva o nome de José Martinez, jovem sapateiro de 21 anos assassinado pela Força Pública durante a greve de 1917. Sua morte tornou-se símbolo da resistência operária e da luta por melhores condições de trabalho, direitos e liberdade de organização sindical.











