Campanha Salarial

CS 2026: Sinergia CUT rejeita proposta da Auren Operações na primeira rodada de negociação

O que a empresa apresentou como proposta prevê reajuste de 3% para salários e benefícios, não contempla as principais reivindicações da categoria e ocorre em meio ao processo de incorporação pela Auren Cesp

Escrito por Débora Piloni, com informações da Secretaria Geral do Sinergia CUT 26 de junho de 2026
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Autor da foto: Bira Dantas

A primeira rodada de negociação da Campanha Salarial da Auren Operações com os Sindicatos do projeto Sinergia CUT  (Sinergia Campinas, Sinergia Bauru e Sinergia Mococa), aconteceu na quarta-feira (24) e terminou sem avanços. A empresa apresentou reajuste de 3% para salários e benefícios, limitado ao teto de R$ 13.391,00, e informou que não reajusta o Vale-Natal nem a Bolsa de Estudos, além de não prorrogar o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

Para o Sinergia CUT, a apresentação feita pela Auren Operações nesta reunião não pode sequer ser considerada uma proposta. A entidade rejeitou tanto o reajuste de 3% quanto a recusa da empresa em avançar nas demais reivindicações da categoria.

Segundo a Auren Operações, os números foram definidos com base em uma previsão de inflação de 3% elaborada por seus analistas financeiros. O absurdo: ela trouxe uma apresentação cujo percentual sequer recompõe a inflação oficial do período.

Na avaliação do Sinergia CUT, por uma questão de justiça, a primeira rodada deveria discutir qual percentual acima da inflação a empresa estaria disposta a negociar para salários e benefícios.

O Sindicato também ressaltou que todos números publicados no balanço da empresa de 2025 em relação a 2024 são positivos, com exceção dos investimentos com os trabalhadores, que caíram de R$ 233 milhões para R$ 177 milhões.

Incorporação é acompanhada pelo Sinergia CUT

Durante a reunião, a empresa informou que o processo de incorporação está em andamento, com expectativa de conclusão até o final deste ano, e afirmou que ele trará impactos aos trabalhadores, embora ainda não saiba dimensioná-los.

O Sinergia CUT, por sua vez, destacou que acompanha esse movimento desde a divulgação do primeiro Fato Relevante, em 14 de abril de 2026, quando as incorporações foram anunciadas.

O Sindicato reafirmou que continuará empenhado para que a reestruturação societária não traga prejuízos aos trabalhadores nem resulte em redução de postos de trabalho. Para isso, já acionou os órgãos competentes e destacou que, na proposta da empresa, não há sequer uma linha dedicada aos trabalhadores, exceto a menção à obtenção de mais lucros por meio da “sinergia” do processo.

Próximos passos

Após rejeitar a proposta, o Sinergia CUT cobrou da empresa a definição de um calendário para as próximas reuniões e a celeridade nas negociações do PPR 2026, diante da demora na apresentação de uma proposta factível, o que tem gerado ansiedade entre os trabalhadores.

A empresa comprometeu-se a apresentar, até segunda ou terça-feira da próxima semana, uma proposta de calendário para a continuidade das negociações e a dar encaminhamento ao processo de negociação do PPR (Programa de Participação nos Resultados).

O Sinergia CUT seguirá atento aos próximos passos da negociação e reforça a importância de que a categoria permaneça organizada e mobilizada.

Pela vida e por mais renda. A luta é agora!

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