PPR 2026

Auren Operações apresenta proposta de PPR 2026 e Sinergia CUT cobra revisão de metas e da remuneração

Em reunião realizada no dia 28 de maio, Sindicato apontou problemas na construção das metas, criticou a redução da antecipação e reivindicou correções nos valores da proposta. Negociação continua

Escrito por Débora Piloni, com informações da Secretaria Geral do Sinergia CUT 3 de junho de 2026
Compartilhe:
Autor da foto: Reprodução

Dirigentes do Sinergia CUT e representantes da Auren Operações se reuniram no último dia 28 de maio para discutir o Programa de Participação nos Resultados (PPR) 2026.

Durante a reunião, a empresa apresentou sua proposta para o programa. Entre as mudanças está a redução do peso do indicador financeiro, que passa de 35% para 30%. Os 5% retirados do indicador financeiro foram realocados para as áreas de Operação e Manutenção (O&M), que passam de 20% para 25% do peso total do programa, por meio de metas específicas para o Centro de Operações (COGE) e para o Administrativo de Bauru.

Proposta da empresa

Para as unidades AGV, Tietê e Pardo, a proposta é composta pelos seguintes indicadores:

  • SST – Plano Diretor e Planos de Ação: 20%;
  • Sustentabilidade (SUST) – Aderência à aplicação do Check List Ambiental: 15%;
  • Administrativo (ADM) – Garantir a conformidade nos almoxarifados: 10%;
  • Operação e Manutenção (O&M) – Garantir eficiência geral: 25%;
  • Indicador Financeiro (Ebitda e Fluxo de Caixa Ajustado): 30%.

Os trabalhadores do Centro de Operações (COGE) e do Administrativo de Bauru terão painéis específicos aprovados pela Gerência Executiva e Diretoria.

No Administrativo de Bauru, a composição proposta é:

  • Meta Financeira (Ebitda Ajustado e Fluxo de Caixa Ajustado): 30%;
  • Projeto Newco: 25%;
  • Projeto OBZ: 20%;
  • Processo de contas contábeis e saldo de estoque: 25%.

Para o Centro de Operações (COGE), a proposta prevê:

  • Eficiência dos Parques Eólicos e Solares: 15%;
  • Eficiência das Usinas Hidrelétricas: 15%;
  • Digitalização da Operação: 20%;
  • Estruturação de Procedimentos do Centro de Operações: 20%.

Nas Solares de São Paulo, a empresa também propõe alterações no indicador Performance Ratio (PR), com os seguintes parâmetros:

  • Mínimo: de 74% para 70%;
  • Esperado: de 76% para 71%;
  • Superação: de 78% para 73%.

Proposta de remuneração

A proposta apresentada pela empresa prevê:

  • Valor-base: R$ 14.550,00;
  • Antecipação: R$ 5.000,00, com pagamento em julho de 2026;
  • Remuneração por múltiplos salariais conforme o nível do cargo, variando de 0,20 a 3,00 salários.

As ponderações individuais propostas são:

  • Mínimo (60%): 0,20 salário;
  • Ponderação (80%): de 0,20 para 0,70 salário;
  • Esperado (100%): 1,20 salário para operacionais e técnicos/analistas e 1,90 salário para coordenadores/especialistas;
  • Ponderação (105%): 1,35 salário para operacionais, 1,60 salário para técnicos/analistas e 2,45 salários para coordenadores/especialistas;
  • Superação (110%): 1,50 salário para operacionais, 2,00 salários para técnicos/analistas e 3,00 salários para coordenadores/especialistas.

A empresa também propõe o pagamento de parcela adicional em fevereiro de 2027, utilizando como referência o valor-base de R$ 14.550,00.

O programa abrangerá trabalhadores e trabalhadoras até o nível de coordenador. Gerentes e profissionais de níveis superiores permanecerão elegíveis à Remuneração Variável (RV), cujo pagamento continuará condicionado ao atingimento mínimo da meta financeira.

Questionamentos do Sindicato

Durante a reunião, o Sinergia CUT ressaltou que, na implementação da PPR 2025, muitos trabalhadores tiveram dificuldades para compreender e acompanhar indicadores como SST e Sustentabilidade. Segundo a entidade, faltou transparência sobre a definição, acompanhamento e apuração das metas.

O Sindicato também destacou que diversas metas foram estabelecidas sem que houvesse condições adequadas para seu cumprimento. Entre os problemas apontados estão a insuficiência de trabalhadores nas frentes de serviço, limitações orçamentárias, falta de recursos financeiros, contratação de empreiteiras sem experiência adequada, dificuldades operacionais e problemas relacionados ao clima organizacional.

Outro ponto levantado foi a não aceitação, por parte da empresa, dos argumentos apresentados pelo Sindicato em relação aos pedidos de expurgo de determinados eventos que impactaram os resultados da PPR 2025.

Na avaliação da entidade, a falta de trabalhadores, a escassez de insumos básicos, as limitações financeiras e a ausência de um planejamento que envolva efetivamente todos os trabalhadores podem impactar diretamente o alcance das metas propostas para 2026.

O Sindicato também criticou a proposta de remuneração apresentada pela empresa. Segundo a entidade, trata-se de um retrocesso em relação aos anos anteriores, já que o valor-base permanece congelado em R$ 14.550,00 e a antecipação continua sendo reduzida.

Em 2024, a antecipação foi de R$ 9.350,00. Em 2025, caiu para R$ 6.000,00. Agora, a proposta para 2026 prevê antecipação de R$ 5.000,00, apesar da inflação acumulada no período estar próxima de 10%.

Diante desse cenário, o Sinergia CUT reivindicou a revisão de alguns indicadores e metas, além da correção do valor-base e da antecipação, considerando ao menos a inflação acumulada no período.

Negociação continua

Ao final da reunião, as partes concordaram em manter o processo de negociação. Uma nova rodada de discussões será agendada e o Sindicato realizará reuniões nos locais de trabalho para informar os trabalhadores sobre o andamento das negociações. Fique ligado!

Pela vida e por mais renda. A luta é agora!

Compartilhe: