2ª Marcha LGBTQIA+ da Classe Trabalhadora da CUT: confira as atrações confirmadas
Ato em São Paulo antecede a Parada LGBTQIA+ e terá como eixo central a defesa do trabalho decente, o fim da escala 6x1, a redução da jornada e o combate à discriminação no mundo do trabalho
Escrito por : Redação CUT | texto: André Accarini 1 de junho de 2026
A CUT confirmou para o próximo dia 5 de junho a realização da 2ª Marcha Nacional de Trabalhadores e Trabalhadoras LGBTQIA+, atividade que integra o calendário do mês do orgulho e reforça a defesa dos direitos da população LGBTQIA+ no mundo do trabalho. A concentração será às 14h, na Praça Roosevelt, no centro de São Paulo, com caminhada até o Largo do Arouche, região historicamente ligada à população LGBTQIA+ da capital paulista.
Com o lema “Por direitos, democracia e trabalho digno para todas as pessoas”, a mobilização antecede a Parada do Orgulho LGBTQIA+ de São Paulo e busca consolidar um espaço permanente de expressão política da classe trabalhadora LGBTQIA+ no calendário nacional do movimento. Segundo a CUT, a expectativa é ampliar significativamente a participação em relação à primeira edição, realizada em 2025.
A marcha contará com intervenções culturais e artísticas. O ato terá apresentação de Salete Campari, participação dos DJs Tukka Trible e Roliver, além de shows de Renan Mattos, Radha Vasconcellos, Athena Joy, Felicia Sereia, Donatella Vogue e Melo, conforme divulgado pela Secretaria Nacional de Políticas LGBTQIA+ da CUT.
A edição deste ano ganha relevância adicional por contar com o reconhecimento e apoio institucional da Associação da Parada do Orgulho LGBTQIA+ de São Paulo. Para a CUT, a iniciativa fortalece a presença sindical em um dos maiores eventos de diversidade do mundo e contribui para consolidar a sexta-feira que antecede a Parada como um momento de mobilização política da classe trabalhadora LGBTQIA+.
O secretário nacional de Políticas LGBTQIA+ da CUT, Walmir Siqueira, afirma que a proposta é criar uma identidade própria da Central durante o período da Parada.
“Estamos criando uma identidade da CUT no período da Parada, que é a maior do mundo, tentando consolidar essa sexta-feira antes da Parada como sendo uma data da marcha da CUT”, afirma.
Na pauta
“Por direitos, democracia e trabalho digno para todas as pessoas” é o mote da marcha. Porém, além de defender o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho sem redução salarial, luta que já foi vitoriosa na Câmara Deputados, mas ainda precisa de pressão e mobilização para que seja aprovada no Senado, a marcha também busca fortalecer o papel dos sindicatos como espaços de acolhimento, proteção e organização política da população LGBTQIA+.
A presença das bandeiras sindicais nas ruas, segundo a CUT, tem um significado que vai além da representatividade: é uma demonstração concreta de que trabalhadores e trabalhadoras LGBTQIA+ podem encontrar suporte institucional diante da discriminação.
Não à censura
A 2ª Marcha Nacional de Trabalhadores e Trabalhadoras LGBTQIA+ da CUT também será marcada pelo repúdio ao Projeto de Lei nº 50/2025, que tenta impor restrições à realização da Parada do Orgulho LGBTQIA+ de São Paulo. Para a Central, a proposta representa um ataque às liberdades democráticas e aos direitos constitucionais da população LGBTQIA+, ao estabelecer regras específicas para manifestações ligadas à diversidade sexual e de gênero.
A defesa da democracia, da liberdade de manifestação e do direito à ocupação dos espaços públicos estará entre as mensagens levadas às ruas durante a mobilização. Ao lado da luta pelo fim da escala 6×1, pela redução da jornada de trabalho e pelo trabalho decente, a marcha reafirmará que o combate à LGBTQIA+fobia também passa pela garantia de direitos civis e pela resistência a iniciativas que busquem restringir a visibilidade, a organização e a participação política da população LGBTQIA+ na sociedade brasileira.
Mobilização une direitos trabalhistas e combate à discriminação
A CUT destaca que a marcha nasceu da compreensão de que a luta contra a LGBTQIA+fobia também passa pela defesa dos direitos trabalhistas, pela valorização do trabalho e pelo enfrentamento à exclusão social. A Central defende que diversidade sexual e de gênero não podem ser tratadas separadamente das condições concretas de vida da classe trabalhadora.
A marcha também busca fortalecer a presença dos sindicatos como espaços de acolhimento, organização e defesa dos direitos da população LGBTQIA+.
“Queremos que as pessoas saibam onde nos encontrar. A CUT tem coletivo, tem secretaria e tem preocupação com essa pauta. Queremos que quando as pessoas vejam a marcha entendam que vários sindicatos da CUT no Brasil têm essa preocupação e saibam a quem recorrer no caso de uma necessidade do dia a dia”, destaca Walmir.
Programação inclui encontro nacional
A Marcha integra uma agenda mais ampla organizada pela CUT para o mês do orgulho. Entre os dias 4 e 6 de junho, a Central realiza, na sede da APEOESP, em São Paulo, o Encontro Nacional do Coletivo LGBTQIA+ da CUT, com debates sobre mundo do trabalho, direitos, formação sindical, combate à violência e articulação política. A Marcha do dia 5 será a principal atividade da programação de atividades da CUT.
O trajeto da marcha terá mudanças este ano. A concentração será as 14h, na Praça Roosevelt, com caminhada pela Rua da Consolação, Praça Dom José Gaspar, Rua Xavier de Toledo e encerramento na Praça Ramos em frente ao Teatro Municipal, até as 18h.
A CUT também participará das atividades da Parada LGBTQIA+ de São Paulo com um bloco próprio de trabalhadores e trabalhadoras LGBTQIA+, reforçando a presença da classe trabalhadora organizada nas mobilizações do mês do orgulho.
Serviço
2ª Marcha Nacional de Trabalhadores e Trabalhadoras LGBTQIA+ da CUT
Data: 5 de junho
Horário: 14h
Concentração: Praça Roosevelt – São Paulo (próximo à Igreja da Consolação)
Tema: Direitos, democracia e trabalho digno para todas as pessoas
Apresentação: Salete Campari
DJs: Tukka Trible e Roliver
Shows: Renan Mattos, Radha Vasconcellos, Athena Joy, Felicia Sereia, Donatella Vogue e Melo.










