Dia Mundial da África: memória, resistência e luta contra o racismo global
Em 25 de maio é celebrado o Dia Mundial da África, data que relembra a criação da Organização da Unidade Africana (OUA), atual União Africana, e destaca a importância histórica, política, social e cultural dos povos africanos e da diáspora negra em todo o mundo
Escrito por CUT São Paulo 26 de maio de 2026
O dia 25 de maio, Dia Mundial da África, marca a criação da Organização da Unidade Africana (OUA), em 1963, atual União Africana, e simboliza a luta histórica dos povos africanos por soberania, libertação e justiça social. A data também reafirma a resistência contra o colonialismo, o racismo e todas as formas de exploração que ainda atingem o continente africano e a diáspora negra em todo o mundo.
Para o Brasil, país que possui a maior população negra fora da África, a data tem profundo significado político, social e cultural. A história da classe trabalhadora brasileira está diretamente ligada à contribuição dos povos africanos e afrodescendentes na construção do país, ao mesmo tempo em que carrega as marcas da escravidão, do racismo estrutural e das desigualdades herdadas do colonialismo.
Ao longo das últimas décadas, os movimentos negros, sindicais e populares têm fortalecido a luta por reparação histórica, igualdade de oportunidades e combate à discriminação racial. Nesse cenário, a CUT mantém o compromisso histórico com a pauta antirracista e a defesa de uma sociedade mais justa e inclusiva.
O secretário-geral da CUT-SP, Daniel Calazans, destaca a importância da data como símbolo de unidade e resistência dos povos africanos e da diáspora negra.
“Celebrar o Dia Mundial da África é reafirmar a solidariedade internacional entre os povos e reconhecer a luta histórica contra o colonialismo, o racismo e a exploração. O panafricanismo ajudou a construir uma consciência de unidade, identidade e emancipação que segue inspirando trabalhadores e trabalhadoras no Brasil e no mundo. A CUT, que tem o combate ao racismo como uma de suas principais lutas desde sua fundação, segue firme na defesa da igualdade racial, do trabalho digno e de um mercado de trabalho inclusivo”, afirma o dirigente.
Publicado por CUT-SP em: 25 Maio, 2026 – 17h56










