Tire dúvidas sobre o fim da escala 6×1 com cartilha disponível para download
Material traz dados dos impactos para os trabalhadores e trabalhadoras do fim da escala 6X1
Escrito por Redação CUT 11 de maio de 2026
O fim da escala 6×1 com redução de horas trabalhadas e com manutenção do salário tem trazido para o centro de debates os direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras diante das novas exigências da sociedade, num mundo em transformação.
Diante dos diversos debates sobre o tema, o Sindicato dos Bancários-CUT, o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a CUT e as demais centrais lançaram a cartilha “Por que queremos o fim da escala 6X1?”, em que buscam orientar, formar e mobilizar trabalhadores e trabalhadoras em torno do tema.
A redução de jornada vai impactar milhões de trabalhadores e trabalhadoras. De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) do IBGE, em 2025, 37% dos empregados ocupados declararam trabalhar exatamente 40 horas semanais. Outra parcela significativa, 31% dos trabalhadores, cumpria jornadas entre 41 e 44 horas semanais, enquanto 16% trabalhavam acima do limite legal de 44 horas semanais, de tal modo que a redução de jornada pode afetar positivamente quase metade dos trabalhadores no país. Considerando apenas os empregados formais, 22,0 milhões de trabalhadores – ou 54% do total – possuem jornadas semanais acima de 40 horas. Já entre os empregados informais, aproximadamente 4,8 milhões trabalham em jornadas superiores a 40 horas.
Mais do que explicar conceitos, o material reúne dados, contexto histórico e análises sobre saúde, emprego, produtividade e desigualdade para demonstrar por que a pauta interessa diretamente à maioria da população trabalhadora brasileira.
A publicação chega em um momento estratégico do debate nacional. O texto situa a discussão no contexto do Projeto de Lei nº 1.838/2026, encaminhado pelo governo federal ao Congresso Nacional, que trata da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6×1. Para o movimento sindical, trata-se de uma oportunidade concreta de retomar uma pauta histórica da classe trabalhadora brasileira, praticamente congelada desde a Constituição Federal de 1988, quando a jornada semanal foi reduzida de 48 para 44 horas. Em 2026, completam-se 38 anos sem novas reduções legais do tempo de trabalho no país.
Baixe aqui a cartilha










