Auren Energia anuncia reorganização societária
Para o Sinergia CUT, publicação feita na terça não pode acontecer só para aumentar lucro do negócio
Escrito por : Lílian Parise, com informações da Secretaria Geral do Sinergia CUT 16 de abril de 2026
Na última terça-feira (14), a Auren Energia, a Auren Participações, a Auren Operações e a CESP (Companhia Energética de São Paulo) informaram, por meio de fato relevante conjunto, que está em andamento proposta de reorganização societária do grupo empresarial.
E destacaram dentre os objetivos: “(a) a concentração dos ativos hidrelétricos em um único veículo de investimento da Auren Energia; (b) a racionalização e simplificação da estrutura societária do grupo empresarial da Auren Energia, com a redução do número de companhias abertas; e (c) a maior eficiência na gestão de caixa e endividamento”.
Informaram também que a reorganização societária proposta – resguardadas as autorizações, as aprovações societárias e os procedimentos regulatórios necessários – deverá ocorrer em duas fases sequenciais, sendo elas: “(a) a incorporação da Auren Participações pela Auren Operações (Incorporação Reversa ou Fase 1), passando a Auren Energia a deter participação societária direta na Auren Operações, correspondente a 100% do capital social da Auren Operações; (b) a transferência, pela Auren Energia, de determinados ativos e passivos para a CESP, mediante operação de aporte de capital, incluindo 100% das ações ordinárias, nominativas, escriturais e sem valor nominal, de emissão da Auren Operações, de modo que a CESP passará a deter participação societária direta na Auren Operações, correspondente a 100% do capital social da Auren Operações (Fase 2 – Etapa 1); e c) a incorporação da Auren Operações pela CESP (Fase 2 – Etapa 2)”.
Posição do Sinergia CUT
Diante do fato relevante divulgado, a Auren Energia se prepara para uma reorganização societária. O Sinergia CUT não é contra as reorganizações societárias que visem a “melhoria na eficiência e nos processos de trabalho e, consequentemente, melhoria nos serviços prestados, já que a concessão tem por objetivo a prestação de um serviço público essencial”.
Mas o Sindicato alerta que “infelizmente, no Brasil, as reorganizações ocorrem para aumentar o lucro no negócio e são acompanhadas sempre pela redução do quadro de pessoal, redução de benefícios, precarização nos serviços prestados e exploração simples e pura da concessão”.
“Nessa dança financeira, o foco é como produzir mais dinheiro com o menor custo possível. E trabalhadores e trabalhadoras que vendem sua força de trabalho entram nessa lógica da redução de custos, tendo que produzir cada vez mais, podendo ser descartados durante o processo, pois a produção é a alma do negócio”, analisa a entidade sindical.
A conclusão é que “nesta esteira, a energia elétrica é tratada cada dia como uma commodity, uma simples mercadoria, cujo único objetivo é produzir mais e mais lucros”. É por isso que o Sinergia CUT repudia “reorganizações que, além de não melhorarem a eficiência da prestação do serviço, visam somente a rentabilidade. Assim, a posição do Sindicato vem carregada da necessidade de mais e melhores empregos, manutenção e ampliação de benefícios”.
Pela vida e por mais renda. A luta é agora!










