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PLR 2026: CPFLs Paulista e Piratininga insistem em modelo atual. Sindicato faz contraproposta

Novamente, dirigentes sindicais cobram reconhecimento e valorização da categoria, que continua entregando ótimos resultados, apesar da pressão

Escrito por : Lílian Parise, com informações da Secretaria Geral do Sinergia CUT 26 de março de 2026
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Autor da foto: Reprodução

A quinta reunião de negociação da PLR 2026 aconteceu na manhã de  quarta-feira (25) entre a CPFL Energia e o Sinergia CUT, na sede da empresa, em Campinas. E, depois de quatro rodadas desde abril do ano passado, os representantes da CPFL Paulista e da CPFL Piratininga reafirmaram não ter condições de atender à pauta de reinvindicações de trabalhadoras e trabalhadores.

Proposta patronal 

Em seguida, apresentaram sua proposta que insiste na manutenção do modelo atual, com pequenas alterações. Acompanhe:

  • Exclusão da linha de corte de 31/12/2024. Com isso, trabalhadoras e trabalhadores que tiverem seu salário multiplicado pelo target e não atingiram o Valor Mínimo de Referência, o mesmo fica garantido, contando-se a proporcionalidade dos meses trabalhados.
  • Correção do Valor Mínimo de Referência pelo IPCA de 2025 (janeiro a dezembro), de 4,26%. Sendo assim, passaria de $6.826,31 para $7.117,11.
  • Vigência de 01 ano.
  • Manutenção do pagamento em duas parcelas, sendo 50% pagos em setembro e outros 50% em abril).
  • Alteração do Indicador comercial FER, tendo em vista a alteração da Resolução da Aneel e manutenção dos demais.
  • Manutenção das demais regras.

Proposta dos sindicatos

Depois da apresentação, os sindicatos fizeram ponderações, defendendo a necessidade de melhorias e reforçando que as empresas atingiram ótimos resultados. “O crescimento no número de consumidores não foi acompanhado pelo aumento do número de trabalhadores, crescimento no lucro líquido, ebitda e distribuição de dividendos aos acionistas em relação ao ano anterior, além de prêmios de satisfação”, argumentaram os dirigentes sindicais.

As entidades pontuaram ainda que “a contrapartida, tão falada pelas empresas, já está dada pelo esforço de trabalhadoras e trabalhadores que, mesmo diante de tanta pressão, sobrecarga de trabalho e cobranças, continuam entregando os melhores resultados no dia a dia”.

Diante da dificuldade de avançar, os sindicatos solicitaram um intervalo e construíram uma contraproposta única, que foi apresentada às CPFLs. Confira:

  • Target: 2,5 salários.
  • Valor Mínimo de Referência: R$ 9.000.
  • Exclusão da Linha de Corte.
  • Inclusão da Superação para todas as metas e sem limitação.
  • Vigência de 01 ano.

Próxima rodada em abril

Os representantes das empresas se comprometeram a avaliar a contraproposta internamente. Nova reunião foi marcada para o próximo dia 16 de abril, às 14h, também na sede das empresas.

 

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