Ainda sobre o PPR 2025 da Auren Operações
Após reunião com a empresa e assembleias com trabalhadores, o Sinergia CUT apontou inconsistências na apuração do programa e cobrou esclarecimentos sobre os critérios utilizados. A segunda parcela do PPR foi paga em 27 de fevereiro, com os devidos descontos
Escrito por Débora Piloni, com informações da Secretaria Geral do Sinergia CUT 9 de março de 2026
O Sinergia CUT realizou uma série de questionamentos à Auren Operações sobre os resultados da apuração do Programa de Participação nos Resultados (PPR) 2025. O tema foi discutido em reunião realizada no dia 22 de fevereiro, quando a empresa apresentou ao Sindicato os números apurados do programa.
Na ocasião, a entidade sindical buscou compreender os dados apresentados e solicitou esclarecimentos sobre diversos pontos da apuração. Mesmo antes de receber as respostas da empresa, o Sinergia CUT realizou assembleias em todos os locais de trabalho de sua base. Nessas assembleias, apresentou aos trabalhadores os números informados pela empresa e ouviu as dúvidas levantadas sobre os valores apurados e a metodologia utilizada no programa.
Sindicato aponta problemas na apuração do programa
Os questionamentos apresentados pelos trabalhadores reforçaram o entendimento de que o programa não foi efetivamente maturado. Entre os fatores apontados estão as mudanças ocorridas após a conclusão da combinação de negócios entre Auren Energia e AES Operações, incluindo redução de trabalhadores, alteração de cultura e procedimentos e o pouco tempo para difusão dos indicadores e metas aos trabalhadores.
Diante disso, na semana passada, em 3 de março, o Sinergia CUT encaminhou correspondência à empresa solicitando esclarecimentos sobre a apuração do programa e os valores pagos. Entre os pontos apresentados estão questionamentos sobre ocorrências em unidades como Caconde, Euclides da Cunha e Barra Bonita, que, segundo o Sindicato, deveriam ser analisadas para eventual expurgo nos resultados da PPR.
A entidade sindical também apontou problemas no fechamento do programa relatados pelos trabalhadores, como casos de trabalhadores que não sabiam em qual área estavam lotados, desconhecimento das metas individuais, divergência entre números apresentados aos trabalhadores e os informados ao Sindicato, falta de informações sobre indicadores e valores inferiores nos avisos de pagamento.
Empresa apresenta esclarecimentos ao Sindicato
Em 6 de março de 2026, a Auren Operações respondeu ao Sindicato apresentando esclarecimentos sobre os pontos levantados. Segundo a empresa, as ocorrências relatadas não se enquadram nas condições previstas para expurgo no Acordo Coletivo do PPR.
A empresa informou ainda que um erro identificado nos valores apresentados foi reportado à equipe de Remuneração e corrigido, com as diferenças depositadas em 6 de março. Também afirmou que foram realizadas sessões de esclarecimento sobre o programa e que dúvidas poderiam ser tratadas diretamente com gestores ou representantes da área de recursos humanos.
De acordo com a Auren Operações, as metas do PPR foram estabelecidas conforme o Acordo Coletivo vigente e a apuração seguiu critérios técnicos definidos, utilizando dados operacionais e corporativos auditáveis.
Sinergia CUT seguirá analisando os dados da PPR
Para o Sinergia CUT, a resposta apresentada pela empresa reforça a necessidade de aprofundar a análise dos questionamentos levantados. O Sindicato informou que continuará reunindo informações sobre os eventos apontados com o objetivo de embasar a aplicação da cláusula 7ª do Acordo Coletivo de Trabalho do PPR, que trata dos expurgos na apuração das metas.
Conforme o Acordo Coletivo, a empresa deve expurgar valores negativos detectados na apuração das metas em situações como ausência de manutenção preventiva que resulte em falha técnica, inexistência de laudo técnico conclusivo sobre a causa dos eventos ou alterações de projeto e implantação de novas tecnologias que impactem a operação de equipamentos durante o período de adaptação. Fique ligado!
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