Tragédia anunciada

Trabalhador da CPFL morre em acidente de trabalho em Botucatu

Choque elétrico durante serviço tirou a vida de eletricista de 36 anos e reforça denúncia de negligência no setor elétrico

Escrito por : Débora Piloni 19 de fevereiro de 2026
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Autor da foto: Imagem ilustrativa – Freepik

A Quarta-feira de Cinzas, 18 de fevereiro, foi marcada por tristeza, dor e indignação no setor elétrico. Um acidente fatal vitimou o eletricista Leonardo Rafael Lucio Aragão, de 36 anos, em Botucatu, no interior de São Paulo. Leonardo era Eletricista de Distribuição I da CPFL Paulista e executava um serviço quando sofreu um choque elétrico. Ele não resistiu e morreu no local.

Leonardo deixa uma filha de 10 anos, além de familiares, amigos e colegas de trabalho profundamente abalados pela perda.

O Sinergia CUT manifesta profundo pesar e indignação diante de mais uma vida ceifada em acidente de trabalho no setor elétrico. Para o Sindicato, trata-se de uma tragédia anunciada, que expõe a negligência das empresas e a falta de prioridade real com a saúde e a segurança dos trabalhadores e das trabalhadoras.

O Sindicato presta solidariedade à família, aos amigos e aos colegas de Leonardo e reafirma que nenhuma morte em serviço é aceitável. O setor elétrico é essencial para o país e não pode continuar sacrificando vidas.

O Sinergia CUT está apurando e investigando o caso e tomará todas as medidas necessárias para esclarecer as causas do acidente e cobrar responsabilidades, com o objetivo de evitar que novas tragédias ocorram.

A direção do Sindicato reforça o compromisso de seguir lutando para que a segurança e a dignidade dos trabalhadores e das trabalhadoras estejam acima de metas e lucros.

“Chega de descaso e negligência! Nenhuma vida a menos”, afirma a direção do Sinergia CUT.

Reincidência: o caso se soma a outros acidentes graves na empresa. Em outubro de 2025, outro eletricista do quadro próprio da CPFL sofreu uma descarga elétrica de alta tensão enquanto trabalhava em Hortolândia, ficando com ferimentos em cerca de 40% do corpo.

O Sindicato acompanha a situação e denuncia reiteradamente a redução de equipes, a sobrecarga de trabalho e o desrespeito à categoria, fatores que aumentam o risco de acidentes e o adoecimento dos trabalhadores.

Sempre estaremos aqui. Por mais direitos, mais empregos, mais renda.

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