Nota da CUT

28 de janeiro – Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo

Em nota, CUT denuncia a exploração que atinge principalmente trabalhadores negros, pobres e periféricos e reafirma: exploração não é trabalho

Escrito por CUT Nacional 28 de janeiro de 2026
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Autor da foto: CUT/Ahead

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O trabalho escravo não é herança do passado: é uma prática atual, criminosa e sustentada pela desigualdade, pelo racismo estrutural e pela ganância do capital. No Brasil, milhares de trabalhadores e trabalhadoras seguem sendo submetidos a jornadas exaustivas, condições degradantes, servidão por dívida e completa negação de direitos.

O 28 de janeiro é dia de memória e denúncia. Lembramos os auditores fiscais assassinados em Unaí por enfrentarem interesses poderosos e reafirmamos que o combate ao trabalho escravo exige coragem política, fiscalização forte e punição exemplar aos exploradores. Não aceitaremos retrocessos, nem a tentativa de flexibilizar o conceito de trabalho escravo para proteger lucros e criminalizar quem luta.

O trabalho escravo atinge majoritariamente pessoas negras, pobres, migrantes, indígenas e trabalhadores do campo e das periferias. Ele se mantém porque há concentração de terra, precarização do trabalho, terceirização sem limites e cadeias produtivas que lucram com a violação de direitos humanos.

Neste 28 de janeiro, a CUT reafirma: não há desenvolvimento sem direitos, nem democracia plena com trabalho escravo. O compromisso da CUT e com trabalho decente, fortalecimento da fiscalização, respeito à existência da lista suja e responsabilização de empresas e empregadores.

Trabalho escravo é crime.
Exploração não é trabalho.
Sem direitos não há justiça social.

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