Muito acima da inflação

Sinergia CUT classifica de “inaceitável” proposta de reajuste de quase 20% na tarifa residencial da CPFL Santa Cruz

Manifestação foi feita durante a audiência pública da Aneel, na última sexta-feira (23), em Itapetininga (SP), que apresentou a proposta de Revisão Tarifária Periódica 2026 da concessionária

Escrito por Nice Bulhões, com informações da Secretaria Geral do Sinergia CUT 26 de janeiro de 2026
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Autor da foto: Divulgação

O Sinergia CUT classificou de “inaceitável” a proposta de reajuste de 19,18% para os consumidores residenciais (Classe B1) da área de cobertura da Companhia Jaguari de Energia (CPFL Santa Cruz) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), ressaltando o impacto crítico para a população, especialmente às parcelas mais vulneráveis. O motivo é que está muito acima da reposição inflacionária apurada pelo IPCA/IBGE para 2025, acumulada em 4,26% em 12 meses até dezembro.

A manifestação foi realizada durante a audiência pública da Aneel, na última sexta-feira (23), em Itapetininga (SP), que apresentou a proposta de Revisão Tarifária Periódica 2026 da concessionária. A diretora secretária-geral do Sinergia CUT, Cibele Granito Santana, o diretor de Formação Sindical e Cultura, Mario Macedo Netto, e o diretor Tayon Fernando Moura Braatz Rodrigues participaram da audiência.

Em sua intervenção, o Sinergia CUT classificou como inaceitável o reajuste médio de 16,75% na tarifa da CPFL Santa Cruz para as cerca de 530 mil unidades consumidoras em 45 municípios, sendo 39 deles em São Paulo, três no Paraná e três em Minas Gerais. Os representantes do Sinergia CUT também ressaltaram que houve a expansão da base de clientes sem o aumento proporcional do número de trabalhadores(as) ao longo de 2025, o que compromete a qualidade do serviço.

Eles exemplificaram a crise recente na Região Metropolitana de São Paulo devido à falta de efetivo da Enel SP que retardou a restauração da energia após eventos climáticos, resultando em perdas e transtornos à população. Outro ponto levantado pelos dirigentes foi o impacto no setor elétrico do compartilhamento de recursos humanos, de infraestrutura e de postes, que têm anuência da própria Aneel.

Manifestação da diretora secretária-geral do Sinergia CUT, Cibele Granito Santana. | Foto: Divulgação

“Também alertamos para a necessidade de Atendimento Presencial aos consumidores, uma vez que não é toda população que tem acesso aos avanços tecnológicos para buscar informações e soluções via aplicativo”, disse Cibele.  “O Sinergia defendeu ainda que os municípios aprovem a constituição de comissões municipais de Serviços Públicos, como espaços de participação e controle social e destacou ainda que a qualidade na prestação de Serviço Público é indissociável do compromisso com o Trabalho Decente, garantindo liberdade, equidade, segurança e dignidade para todas as trabalhadoras e trabalhadores do setor.”

 

 

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