PLRs

Reunião entre Sinergia CUT e Neoenergia Elektro sobre PLRs 2025 e 2026: Sindicato quer transparência e negociação

Em rodada realizada no último dia 10, empresas acabaram frustrando a expectativa de trabalhadores e trabalhadoras

Escrito por : Lílian Parise, com informações da Secretaria Geral do Sinergia CUT 16 de dezembro de 2025
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Autor da foto: Reprodução

Dirigentes do Sinergia CUT e representantes da Neonergia Elektro e demais empresas participaram, no último dia 10, de reunião virtual para apresentação dos resultados parciais da PLR 2025 e abrir negociação da PLR 2026, conforme prevê o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

Logo no início, a bancada patronal apresentou os resultados financeiros até o 3º trimestre de 2025, de janeiro a setembro, com a consolidação parcial dos objetivos estratégicos definidos. Segundo a Neonergia, o objetivo financeiro não foi atingido, com prejuízo no fluxo de caixa operacional registrando R$ 366,84 milhões, 87,5% do esperado. Em projetos, as transgressões totais ficaram em apenas 21,19%. Assim, o total de pontos perdidos, seria de – 112,5%.

Considerando que a composição da PLR 2025 é de sete combos – com um total de 17 indicadores, cujas metas e pontuações distribuídas podem atingir um total de 1.000 pontos -, com a pontuação atingida, será calculado, de forma proporcional, o percentual de até 2,25% do Ebtida alcançado, sendo 50% como parte fixa (igual para todos) mais 50% como parte variável, que depende da remuneração de cada trabalhador e trabalhadora.

E, caso sejam mantidos esses resultados parciais, sem nenhuma melhora, teríamos uma pontuação final, para efeito do pagamento da PLR de 2025, seria de 887,5 pontos, aplicada sobre o Ebtida alcançado.

Responsabilidade do prejuízo é de gestão

De mediato, o Sinergia Campinas solicitou que sejam apresentados detalhadamente os resultados atingidos para o pagamento PLR, além das ações realizadas pelas empresas para esse fim. Também reivindicou um comparativo dos resultados detalhados dos anos anteriores, “para permitir uma verificação mais precisa dos resultados alcançados, com mais elementos de argumentação e embasamento na negociação da PLR do ano seguinte”.

O Sindicato registrou ainda que “esses resultados não alcançados não ocorreram por falta de esforço ou envolvimento de trabalhadoras e trabalhadores, que já estão sobrecarregados com as demandas diárias. Nesse caso, a responsabilidade do não atingimento dos indicadores é da gestão da companhia”. Criticou também a falta de mão de obra, já que “as empresas mantêm um quadro enxuto para um setor de distribuição que cresce a cada ano”.

Após questionamentos dos Sindicatos do projeto, as empresas argumentaram que contrataram mais 25 trabalhadoras e trabalhadores no LES como agentes de faturamento, mas reconhece que, com mais mão de obra, as metas seriam melhores.

Ainda sem negociação da PLR 2026

Apesar de a pauta específica da PLR 2026 ter sido entregue pelo Sindicato em junho passado, o Grupo Neoenergia confirmou que recebeu, mas, seis meses depois, ainda não tem uma proposta para apresentar às entidades sindicais.

O Sinergia Campinas destacou que, conforme a cláusula 4ª do ACT vigente, as partes devem negociar a PLR 2026 até dezembro deste ano, “debate que não pode ser prejudicado pela demora do encerramento da Campanha Salarial, que se estendeu até o começo deste mês, e que deve ser concluído antes da negociação de data-base do ano que vem’.

Registrou também que, nas assembleias realizadas entre os dias 18 de novembro e 04 de dezembro, a categoria também deliberou sobre a alteração da cláusula referente ao valor da antecipação da PLR 2026.

Ao final, o Sindicato reivindicou que um calendário de reuniões seja definido já para dar continuidade à negociação da PLR 2026. Mas, infelizmente, as empresas responderam que ainda pretendem definir essa agenda posteriormente. “Vamos continuar cobrando”, afirmou a bancada sindical.

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