A pobreza no Brasil voltou a crescer entre 2015 e 2021, acompanhando recessão, crise política e pandemia:
| Ano | Extrema pobreza (%) | Pessoas (mil) | Pobreza (%) | Pessoas (mil) |
|---|---|---|---|---|
| 2021 | 9,0 | 18.886 | 36,8 | 76.977 |
| 2023 | 4,4 | 9.282 | 27,3 | 57.572 |
| 2024 | 3,5 | 7.354 | 23,1 | 48.948 |
Desde 2022, o país vive redução contínua, mas especialistas alertam: a melhora é desigual e ainda frágil.
Retrato de um país que melhora
Os indicadores mostram um Brasil que avança no combate à miséria com apoio dos programas sociais e de um mercado de trabalho mais aquecido. Mas também revelam que:
- a pobreza tem cor, gênero e território;
- a desigualdade segue entre as maiores do mundo;
- crianças, mulheres, negros e moradores do Nordeste seguem como os mais vulneráveis;
- a proteção social é decisiva para que milhões não retornem à pobreza.
A edição de 2025 da Síntese dos Indicadores Sociais reforça: mesmo com avanços robustos, o país ainda carrega o peso histórico de sua desigualdade.










